MERCADOS GLOBAIS

Mercados… Mercados asiáticos encerraram mistos. O Hang Seng (Hong Kong) e o Nikkei (Tóquio) fecharam em queda, enquanto o índice de Shanghai avançou 1,3% na sessão. Na Europa, índices de mercado abrem em tom mais positivo, com as bolsas de Londres e de Frankfurt subindo 1,0% e 0,2%, respectivamente. Em NY, futuros operam no vermelho, e o dólar (DXY) se valoriza contra seus principais pares, renovando subsequentemente a máxima do ano. 


Novas tarifas passam a vigorar… Bolsas internacionais iniciam a semana sem direções claras, após fim de semana agitado. O dia terá liquidez reduzida em função de feriado (Labor Day) nos Estados Unidos. O mercado reage ao início da vigência das novas tarifas americanas de 15% sobre US$ 112 bilhões em produtos chineses, como anunciado no início de agosto. A novidade destas novas tarifas é que elas passam a afetar bens de consumo, o que pode ter efeito direto no principal driver da economia americana, os gastos dos consumidores. Ontem, através de suas redes sociais, Trump declarou que as tarifas aplicadas “não terão tanto” efeito negativo sobre os consumidores, já que a moeda chinesa, o yuan, tem se desvalorizado.

Também ontem, passaram a vigorar na China tarifas de 5% a 10%, que abrangem uma ampla gama de produtos estadunidenses. Com isso, o mercado se volta para o novo encontro entre as duas maiores economias mundiais, previsto para este mês. Por ora, apesar do alívio no fim de agosto, não há indicações de uma melhora estrutural na relação entre China e EUA, e o ambiente de alta volatilidade deve persistir no exterior.


Atividade… A divulgação do índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da China subiu de 49,9 em julho para 50,4 em agosto e voltou a registrar expansão, segundo dados divulgados hoje pela Caixin/IHS Markit. Apesar do número melhor, o indicador mostrou que o nível geral de demanda por produtos chineses não melhorou e as exportações caíram consideravelmente, reforçando a pressão que existe sobre a economia. O resultado também pode ajudar a explicar o tom mais conciliatório adotado pelos chineses na última 5ªF.

Mais tarde (5h), o PMI/Markit industrial europeu de agosto trouxe leituras que vieram mais uma vez em linha com as expectativas do mercado, apontando para uma leve estabilização, mas longe de dar qualquer sinal de uma recuperação mais relevante. O destaque negativo ficou para a leitura da Inglaterra (5h30), que sofre pressão adicional da incerteza do Brexit.


Dólar restrito… Como tentativa de reduzir a disparada da cotação do dólar, que se acentuou na última semana, o governo argentino anunciou no domingo que vai fixar um limite de US$ 10 mil por mês para a compra de moeda norte-americana por pessoas físicas. No que diz respeito às empresas, não haverá restrição para a importação ou pagamento de dívidas no vencimento, mas não será permitido comprar dólares para manter em Tesouraria.

Também foram estabelecidos novos prazos para exportadores liquidarem dólares das operações de comércio exterior. Desde a derrota de Macri nas eleições primárias, o BC argentino vem atuando para conter a desvalorização do peso argentino, que tem ocorrido sistematicamente com o mercado antecipando um default da dívida pública.


Na agenda… A semana tem agenda movimentada nos EUA. Na 4ªF, o Livro Bege do Fed mostra o ritmo da economia americana pelos olhos do BC americano, seguido pelas leituras da balança comercial de julho (4ªF) e as encomendas à indústria em julho (5ªF). Na 6ªF, o mercado irá se voltar para os dados de emprego (payroll) de agosto e um discurso de Powell na Universidade de Zurique, depois de ter deixado a porta aberta para um corte de juro, em Jackson Hole.

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