MERCADOS 25/09/2019

Atualizado: 26 de Set de 2019

Quando o investidor achava que as coisas no cenário global começavam a mostrar alguma melhora – menos provocações entre os Estados Unidos e a China no contexto da guerra comercial, a dramática queda nas chances de um Brexit sem acordo e a rápida recuperação da produção de petróleo na Arábia Saudita após o atentado de duas semanas atrás -, os ursos voltaram ao jogo. Quem gosta de se proteger do mercado volátil se deu bem ontem graças ao ressurgimento dos temores de que o presidente americano Donald Trump enfrentará uma dura batalha contra o impeachment no Congresso.


O membro vitalício do TC e investidor André Almeida ontem brincava que, com um mercado tão incerto como o atual, “o único ‘buy and hold’ possível no Brasil são as puts”, como são conhecidas as opções de venda. Esse é o sentimento que impera hoje entre os investidores, locais e globais: ninguém está sugerindo que a ameaça de remover Trump seja suficiente para derrubar os mercados, mas força quem investe a ter uma dose dupla, ou tripla, de cautela. As chances de o presidente americano ser afastado do cargo atingiram 53% na manhã desta quarta-feira no site Predictit.com, o que pode – e deve - assombrar os mercados e elevar a turbulência política na maior economia do mundo. Lembremos um pouco o que aconteceu ontem: a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, anunciou a abertura de uma investigação formal que pode levar ao impeachment de Trump após o fechamento dos mercados em Nova Iorque.


Opositores de Trump, do Partido Democrata, acusam o presidente de abuso de poder, com uma suposta tentativa de chantagear o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, para que investigasse o possível candidato democrata à Casa Branca na eleição presidencial de 2020, Joe Biden e o filho Hunter, em troca de ajuda financeira ao país. Trump descreveu o inquérito como "uma caça às bruxas" e disse que divulgaria a transcrição da conversa com Zelenskiy. Ele deve dar uma coletiva de imprensa na Casa Branca às 17h00, horário de Brasília. No plano local, o noticiário ainda repercute o discurso de Bolsonaroontem na ONU. Enquanto uns dizem que o país ficará isolado e que o agronegócio será prejudicado, a única realidade é que o presidente continua em campanha. O evento principal desta quarta é a audiência que o ministro da Economia, Paulo Guedes, terá na Comissão Mista de Orçamento, no começo da tarde. Apesar da demora na votação do projeto de aposentadorias, não perca de vista as manchetes: segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, falou com o líder do governo no Senado, Fernando Coelho, para ter a garantia de que a reforma não sofreria por uma recente fase da Lava Jato que o atingiu, além de seu filho.

Marinho também conversou com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre. Na agenda de hoje, o dado local mais relevante é a divulgação, pelo Ministério da Economia, dos dados de criação de empregos formais, medidos pelo Caged, às 14h30.


Fonte: TC Mover
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